domingo, 2 de novembro de 2014

Não adianta trocar de corpo.

O que assimilamos é o que exteriorizamos; o que preferimos é o que se fixa em nós... É possível que desde muitas vidas, nós em nossas trajetórias evolutivas, priorizamos os prezeres físicos. Aqueles que são dados aos prazeres físicos e não aos sentimentos são egoistas. O corpo termina por refletir o espírito; o cerébro é o retrato da mente... Não adianta trocarmos de corpo, o que resolve é trocarmos de pensamento, isto equivale a trocar de vida. A obsessão é uma porta que tomamos a iniciativa de escancarar... Não nos isentemos, somos sim influenciados pelas forças do mal, tanto como somos influenciados pelas forças do bem - a decisão no agir é sempre nossa. Chega de peregrinarmos sem rumo. Vamos Amar mais, sermos solidarios, fraternos, indulgentes, compreenssivos com o nosso próximo. Quanta falta de paciência e tolêrancia, em especial com os nossos, que habitam o mesmo Lar. Reforma intima é Caridade e Amor. Dr. Inácio Ferreira do livro "Terra Prometida"

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

"Antes de 18 de Abril de 1857 data de lançamento de "O Livro dos Espíritos" a Doutrina era desconhecida. O Espiritismo como doutrina codificada não existia.

Mediunidade, conforme sabemos -observou o Dr. Odilon Fernandes -, independe de condição religiosa; os médiuns estão em toda parte... Odilon sinceramente não entendo... - disse o Dr. Inácio: se mediunidade independe de condição religiosa, de cultura, etc., por que os Espíritos,através dos diferentes médiuns, não ensinam as mesma coisa no mundo todo? Não é de estranhar? Até onde o Espiritismo interfere na palavra dos Espíritos, nas informações que eles nos transmitiam e nos transmitem? Se não fôssemos espiritas, como será que, agora, estariamos enxergando o Mundo Epiritual? - Doutor são muitas as questões vamos por partes... O senhor tocou num aspecto de importância relevante - o conhecimento espírita. Não sei se conseguirei fazer me entender.O Espiritismo passou a ser o nosso ponto de referência da verdade; antes de termos acesso às suas lições, como é que conseguiamos a Vida? Os católicos por exemplo, quando desencarnam,com raras exceções, abordam as dimensões espirituais para as quais são transportados com as suas arraigadas concepções dogmáticas de Céu, Inferno e Purgatório... A rigor, onde estivermos, a vida será reflexo do que pensamos dela - surgirá, conforme a plasmarmos. O Universo é uma concepção da Mente Divina. - Não será o Espiritismo que nos faz enxergar...espíritos? - O Espiritismo não terá feito a nossa cabeça para as coisas que encontramos além da morte? - Perguntou o Dr. Inácio... - É justamente onde a Doutrina difera das religiões vigentes na Terra. As mais tradicionais escolas de Fé... O Catolicismo, o Judaismo, o Islamismo, o Hinduísmo e o Budismo, nasceram, por assim dizer da "Terra para o Céu" ao contrário do Espiritismo... - Que nasceu do "Céu para a Terra". Exatamente. Foram os espíritos, Doutor, que conforme não ignoramos vieram aos homens revelar a sua condição existencial - espiritos que, quando encarnados, haviam pertencido às mais diversas religiões, que surpreenderam em equívoco, parcial ou quase total, no que lhes diziam. - Acordaram depois de mortos... - Tomaram consciência da realidade à sua volta e, então deliberaram revelá-la aos encarnados, prevalecendo-se de médiuns que não eram espíritas! Do Livro "Terra Prometida" Dr. Inácio Ferreira Psicografia de Carlos A. Baccelli

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Obsessão Fácil

     A influência espiritual perniciosa, quase sempre, alcança alguém vivente na Terra, quando ele menos espera por ela. De repente, atavés de uma simples contrariedade, de uma irritação momentânea, pode se instalar o estado de espírito patológico que não se consegue prever por quanto tempo há de perdurar.
     Dentro daquele circuito de ídeias negativas em que, então, passa a viver, a criatura, assim ensimesmada, torna-se amarga e irascível, como alguém que, de arma em punho, começa a disparar para todos os lados...
     Acreditando-se justificada na súbita indignação de que se vê possuida, investe contra tudo e contra todos, distribuindo ofensas contra tudo econtra todos, haverá de se arrepender...
     Sem o menor bom senso, julga atitudes alheias e lavra sentenças condenatórias sem oferecer a outrem a menor oportunidade de se explicar, no que interpetra por equivoco cometido de maneira deliberada, com o intuito de prejudicá-la.
     Colaca-se no papel de vítima, como se, imaginária trama urdida contra ela, ninguém se importasse com as suas lutas e dificuldades, antes concorrendo para agravá-las que para atenuá-las...
     Previna-se contra semellhante estado obsessivo, que, periodicamente, pode eleger você por alvo, fazendo com que as pessoas em torno modifiquem o conceito positivo que tenham a seu respeito, porque, então, nestas ocasiões, você revelará desconhecida faceta da própria personalidade nas fragilidades que ainda o caracterizam.
     Não se deixe tomar pela cólera, ainda que passageira.
     Silencie em seus lábios o verbo contudente, antes que a insensatez de sua palavra promova estragos de difícil reparação.
     Não se exponha desnecessariamente com a finalidade de tentar explicar o seu estranhável comportamento.
     De um instante para outro, você pode fazer cair por terra o que demorou muito tempo para construir.
     Quando você perceber em si mesmo, ou mesma, súbita alteração em seu estado de humor, no relacionamento com as pessoas mais próximas, considere a possibilidade de estar sendo vítima de processo obsessivo que esteja tentando ser-lhe insinuado pela retaguarda da própria vigilância.
     Recorra aos préstimos da oração e redobre  seus exercícios de humildade, esforçando-se por perseverar na gentileza e simpatia de sempre, no trato com todos aqueles que o rodeiam.
     Se necessário, isole-se em local onde, a sós com suas ideías e emoções em conflito, você consiga lutar contra o assédio espiritual que, de inesperado, encontrou ressonância em seu espírito.
     Pela justa indignação do Cristo, ao expulsar os vendilhões do templo, não cometa  a ingenuidade de querer aceitar o que, em você, certamente não passa apenas de mais um surto de orgulho e vaidade, do qual os espíritos infelizes sabem se prevalecer, com o propósito de lhe criar embaraçosa situação.

Dr. Inácio Ferreira do livro "Diálogos com o Dr. Inácio”


CONSERTA-TE SEM DEMORA COM O TEU ADVERSÁRIO

      O homem só possui em plena propriedade aquilo que lhe é dado levar deste mundo. Do que encontra ao chegar e deixa ao partir goza ele enquanto aqui permanece. Forçado, porém, que é a abandonar tudo isso, não tem das suas riquezas a posse real, mas, simplesmente, o usufruto. Que é então o que ele possui? Nada do que é de uso do corpo; tudo o que é de uso  da alma: a inteligência, os conhecimentos, as qualidades morais. Isso o que ele traz e leva consigo, o que ninguém lhe pode arrebatar, e que lhe será de muito mais utilidade no outro mundo do que neste.
      Uma das prioridades morais, é o amor ao próximo, principalmente os nossos familiares, os que vivem conosco. Ali temos a oportunidade de convivermos não só com Espíritos ou (almas) afins, mas, também com irmãos comprometidos por dividas pretéritas, e precisamos sem demora nos concertarmos com eles.
      Reparemos que o senhor não nos recomenda pela melhor hora – que poderá não chegar – para o exercício do perdão. O perdão não é para amanhã nem para depois; o perdão é para hoje...
     Notemos, ainda, que o mestre JESUS preceitua que a iniciativa do perdão parta de nós e não daqueles que agredimos ou tenham nos agredido. O que gostaríamos de destacar é que JESUS não se dirige especialmente a nenhum dos envolvidos na questão – nem a pretensa vitima nem ao suposto algoz, na trama infeliz que entre ambos se estabeleceu.
     Ele se refere ao adversário, deixando-nos subentender que seremos mais culpados pela falta de indulgência do que propriamente pela ofensa em si...



Dr. Inácio Ferreira





quinta-feira, 8 de maio de 2014

A Vaidade Religiosa

    RAMAKRISHNA, UM DOS MAIORES AVATARES que a Humanidade já conheceu, dizia que podem desaparecer gradualmente as vaidades comuns a todos os homens, mas difícil de morrer é a vaidade de um  religioso a respeito de sua religiosidade.
    Analisando o sábio conceito, observamos, no entanto, que maior vaidade existe no religioso,  não em relação aos demais religiosos, adeptos de crenças diferentes da que ele professa, mas, sim, em relação ao seu entendimento do preceitos doutrinários que abraça, que considera superior ao entendimento de seus próprios irmãos de fé.
     Vejamos se conseguimos mais clareza no que petendemos dizer.
     Por exemplo: até certo ponto, compreende-se a rivalidade entre os adeptos de duas crenças religiosas, em suas interpretações da verdade, por vezes absolutamente antagônicas uma à outra, através de princípios praticamente inconciliáveis. Como porém, compreender-se o ódio com o qual, não raro, um espírita se lança contra outro, apenas e tão-somente porque, sobre determinado tema, possuem ângulo de visão um pouco diferente entre si?!
     Numa casa espírita há quem,frequentemente, discuta - e discuta feio! - por conta dos passes, da reunião mediúnica, da tarefa assistencial, cada qual buscando, vaidosamente, a primazia de seu ponto de vista.
     No Movimento Espírita, infelizmente, a vaidade campeia, deixando-nos profundamente envergonhados e entristecidos com nós mesmos, que falhamos nas mais comezinhas demonstrações de nossa fé.
     Debaixo de estranha fascinação, muitos comparecem a esta ou àquela reunião, apenas com o propósito de discordar do companheiro que, no íntimo, está procurando fazer o melhor ao seu alcance, preocupado com o conteúdo e não com o rótulo.
     Muitos outros, a fim de continuarem vinculados às atividades de seus respectivos grupos, impõem certas condições:
     - Tem que ser do meu jeito ou eu me afasto!...
     - Eu sou fundador desta casa - coloquei muito dinheiro do bolso aqui!...
     - Sou o mais antigo frequentador e não aceito que passem por cima da minha autoridade!...
     - Aqui, quem toma todas as decisões sou eu - não acato nem a palavra do Guia!...
     A vaidade de um espírita a respeito de seus conhecimentos ou pseudoconhecimentos é muito difícil de morrer e, mesmo quando morre, durante muito tempo, permanece mumificada... Conforme disse Ramakrishna, é mais fácil que lhe desapareça qualquer outra vaidade comum!
     Daí, a necessidade de nos empenharmos, com todas as forças do espírito, para que o Espiritismo, em nossas existências, não seja mais um pedestal para as ilusões efêmeras que buscamos, dasquais, evidentemente, haveremos de arrenpender-nos amargamente.
     Feliz, pois, do espírita cujo único propósito na Doutrina, a cada dia, já seja o de tão-somente servir, incondicionalmente, à Causa do Evangelho Redivivo, sobre o homem velho que resiste em morrer dentro de si, lançando mais uma pá de cal!...

Dr. Inácio Ferreira do livro "Diálogos com o Dr. Inácio".

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Consequêcias de Nossa Invigilância

     -A terra, por longo tempo, sofrerá as consequências de nossa invigilância, ou melhor, de nossos pensamentos infelizes, e não apenas de nossas atitudes insensatas. Os que deixam o corpo, sem maiores esclarecimentos, prosseguem pesando para a humanidade...
     - É uma espécie de obsessão inespecífica? Perguntou o Dr. Inácio ao Dr. Odilon que continuou a explanar sobre o assunto.
     - Sim, de vampirização; a grande maioria dos homens desencarnados sente necessidade das coisas de que não se desapegaram: continuam vivendo em estreita simbiose com os encarnados que, mentalmente, os acolhem...
     - Interesses em comum?  Perguntou o Dr. Inácio.
     - Interesses e anseios; por esse motivo, os mais sensíveis, não raro, experimentam um certo cansaço inexplicável: é a influência espiritual negativa que, figuradamente, paira acima de suas cabeças...
     - Não se trata sempre de um obsessor próximo...
     - Não! Agora, precisamos também enfatizar a existência  da influência positiva, pois, quer estejamos mergulhado no corpo de carne ou não, a Misericórdia Divina não nos deixa á mercê das circunstâncias... É uma questão de escolha , de preferência, de sintonia.
     - O nosso livre-arbítrio se preserva...
     - Não poderia ser de outra forma; caso contrário, não poderíamos assumir a responsabilidade de nossa ações.
     - Além das nuvens escuras, esplende a claridade solar...
     - Melhor diriamos, Inácio: por entre as nuvens escuras... O que se reúne em torno do nosso estado psíquico, incentivando-nos ao mal ou inspirando-nos ao bem, é com que nos afinizamos; atraímos na exata proporção do que somos intimamente...
     - Diga me com quem andas e eu direi quem és. Diria mais ainda, diga-me o que pensas, o que fazes e o que tem feito, diga-me suas tendências e eu direi quem nós temos convidado para andar conosco.
      Dr. Inácio Ferreira  do livro  "A Escada de Jacó"





domingo, 30 de março de 2014

Chico Xavier teria sido um Druida?

       Chico Xavier quando se sentia mais enfraquecido fisicamente ou mesmo necessitado de superar este ou aquele abatimento, pedia a um amigo que o levasse de carro até a um arvoredo próximo à cidade... Em lá chegando, ele descia do carro e se abraçava, de preferência, ao tronco das árvores mais velhas...
       -Ele se abraçava a uma, se abraçava a outra... Acariciava o tronco das árvores, conversava com elas... E saía, completamente revigorado!...
         Os druidas acreditavam que, pela raiz, a àrvore absorvia a energia telúrica, isto é, da Terra, e que, por sua copa frondosa, recolhia as emanações do Cosmos...

Este fato foi contado pelo nosso querido Dr. Inácio Ferreira no livro "Diálogos com o Dr. Inácio"