sábado, 30 de junho de 2012

ÉPOCA DIFÍCIL - TEMPO DE VIGILÂNCIA REDOBRADA!

      Não resta dúvida de que os homens se encontram vivenciando na Terra, uma época de muitas dificuldades - época de difamações, de descrença, de degradação dos valores, de constante desafios à fé em Deus.
      O Espiritismo não poderia estar isento de semelhante convulsão que agita as entranhas morais da Humanidade.
      Através da Internet, acusações levianas e ataques maledicentes não poupam os companheiros mais bem intencionados.
      No fundo, o que se deseja é fazer com que o homem retroceda e, de uma vez por todas, desista de ser honesto e de ser bom!
      As trevas, com seus representantes encarnados e desencarnados, estão, sim, por trás de tão sombrias articulações, que objetivam desmoralizar a religião e mergulhar o homem no materialismo.
      Não é do nosso feitio transferir para os mortos a responsabilidade que pertence aos vivos, todavia forçoso é admitirmos a inegável ação das entidades desencarnadas que sistematicamente, vêm se opondo às conquistas da civilização, com o intuito de impedirem o avanço espiritual da criatura encarnada.
      O profetas do pessimismo e da incredulidade, agindo sorrateiramente, nos bastidores da Vida, estão a inspirar os que se lhes tornam "instrumentos" da vontade, arrasando as expectativas do homem em relação à sobrevivência do espírito.
      Haja o que hover, é indispensável que nos fortaleçamos contra as artmanhas dos espíritos adversários do Cristo, que prosseguem conspirando contra a edificação do Reino de Deus sobre a Terra.
      O tempo que a Humanidade atravessa exige vigilância redobrada!
      Não nos afastemos da oração, da reflexão sadia e, sobretudo da tarefa enobrecedora.
      Evitemos ceder espaço mental ao desalento e à tentação que, não raro, se nos insinuam aos ouvidos através da palavra leviana que alguém nos sussurra em tom confidencial.
      Comprendamos as fragilidades dos companheiros e não exijamos deles o que nós próprios ainda não somos, em matéria de perfeição.
      A Terra, orbe de expiações e provas, ainda é um planeta com muitos traços de primitivismo, e não será sem muito trabalho que conseguiremos fazer com que ela se eleve na hierarquia dos mundos.
      Assim, não nos permitamos escandalizar-nos pelo noticiário deprimente ou pela incoerência daqueles que nos servem como ponto de referência na caminhada.
      Todo testemunho é individual e, se a porta é estreita, é porque cada qual será chamado a atravessá-la solitariamente.
      Não priorizemos o conhecimento sobre o Amor, porque, nas atuais circunstâncias, somente o Amor a Deus e ao próximo será capaz de salvar-nos do naufrágio quase coletivo, ante as ondas furiosas que se arremetem contra a embarcação de nossa mais caras esperanças.
      Não nos deixemos abater e sigamos confiantes em que o Cristo, de mãos firmes, prossegue no leme!
      Infelizmente, porém, quem não souber fazer-se surdo à cantinela das trevas, nesta época de grandes dificuldades que o Espiritismo faceia, rolará por terra, para encher-se de desencanto e, mais tarde, em circunstãncias quiçá mais dificeis, começar tudo outra vez!

Dr. Inácio Ferreira do Livro "O Pensamento Vivo do Dr. Inácio"
             

ESPIRITISMO É UMA DOUTRINA ANTIGA.

      Alguns estudiosos afirmam que a magia, nome que deriva dos sacerdotes da antiga Pérsia, denominados "magi" tenha surgido com Zoroastro, ou Zaratustra, que, aliás , consideramos como avatar - palavra que descendo do sâncrito - da Espiritualidade Superior. Zoroastro que viveu entre o VI e o VII século a.C. foi autor do livro Zend-Avesta, ou "Livro da Ciência e da Sabedoria"
      Continuando a explanação o Dr. Odilon perguntou provocativo a Domingas e ao Dr. Inácio.
      Vocês sabiam que Zoroastro era espírita?
      - Hem?! Doutor Kardec nem havia nascido!
      Digamos que sim e não respondeu Odilon - Zoroastro era médium! Pregava a reencarnação! Admitia a obsessão! Referia-se às diversas dimensões do Mundo Espiritual! Segundo o grande profeta persa, o dever do homem era tríplice: "Fazer do inimigo, amigo; fazer do iníquo, justo; fazer do ignorante, instruido"! Ele era ou não espírita?
      - De fato existe certa semelhança com o que o Espiritismo prega. Daí, os Espíritos superiores terem dito a kardec ser a Doutrina Espírita tão velha quanto o mundo!
      Sem ser Espírito Superior, eu vou mais além: tão velha e, ao mesmo tempo, tão jovem quanto ao próprio Criador - ou seja: eterna! O Espiritismo tem a idade do Universo, porque é o conjunto das leis Naturais, que, aos poucos, irão se revelando aos homens!
      Na maxima: "Fora da Caridade não há salvação" estão encerrados os destinos dos homens, na Terra e no céu; na Terra,  porque à sombra deste estandarte eles viverão em paz: no céu, porque os que a houverem praticado acharão graças diante do Senhor. Essa divisa é o facho celeste, a luminosa coluna que guia o homem no deserto da vida, encaminhando-o para a Terra da Promissão.
      Ela brilha no céu, como auréola santa, na fronte dos eleitos, e, na Terra, se acha gravada no coração daqueles a quem Jesus dirá: Passai à minha direita, benditos de meu Pai, que deram de comer aos que tinham fome, agasalharam os que tinham frio e amaram ao próximo como a si mesmos.

Dr. Inácio Ferreira do Livro "Trabalhadores da Última Hora"

sexta-feira, 29 de junho de 2012

NÃO DESPREZEMOS

"Pode porventura um cego guiar a outro
cego? Não cairão ambos no barranco?"
- (Lucas, cap. 6 - v. 39)


      Não procuremos a indicação do caminho a trilhar com quem não consegue enxergá-lo, com nitidez, em todos os seus contornos.
      Não exijamos de nossos semelhantes além da capacidade que possuem de nos oferecer de si mesmos.
      Quando, no entanto, em dúvida quanto a certas decisões a serem tomadas, não desprezemos a experiência de quem já tropeçou e caiu.
      Não há quem possa ensinar sobre o que não tenha aprendido.
      É evidente que, consoante a palavra do Cristo, um cego não pode guiar outro, mas nada há que o impeça de falar ao amigo os perigos de se aventurar, no escuro, em estrada desconhecida.
      Não desconsideremos a vivência dos companheiros que - à custa de dissabores e reveses sofridos -, se transfiguraram em advertências vivas a quem preza viver de maneira insensata.
      Quem nunca chorou não consegue ser consolo para ninguém.
      Quem jamais passou fome não avalia o valor de um pedaço de pão para o faminto.
      Aprendamos a ouvir os que não nos falam com a autoridade da virtude que ainda não conquistaram, mas com a dor que trazem no espírito pelos erros que apenas passaram a identificar depois de muitas desilusões.
      Foi justamente quando, estando a expiar no madeiro, provou o amargo fel da ingratidão humana, que o Cristo falou a respeito do perdão com incomparável sublimidade.
      Ouçamos o que tem a nos dizer o homem de caráter ilibido, que desde o berço, não cometeu o menor deslize em sua trajetória, mas quanto possível, escutemos também aquele que, sob o equívoco de suas mazelas, tantas vezes, enveredou por atalhos inconvinientes, sem desistir de ratificar os passos na caminhada.

Dr. Inácio Ferreira do Livro "O Jugo Leve"

segunda-feira, 25 de junho de 2012

TOLERÂNCIA RELIGIOSA E MEDIUNICA

"Pois quem não é contra nós é por nós"
- Marcos, cap.9 - v.40


      A lição de Jesus sobre tolerância religiosa tem sido esquecida por muita gente.
      E não nos reportamos apenas àqueles que, inadvertidamente, combatem os que pertecem a outras crenças, mas também, e pricipalmente, aos que, por inflexibilidade de opinião, se opõem aos próprios companheiros de fé.
      Numa época na qual, infelizmente, existem muitos médiuns por aí, no Brasil e do Brasil para mundo, considerando-se na condição de... "semideuses", vale a pena meditarmos em alguns trechos da página intitulada "O Médium Ideal", que Odilon Fernandes, devotado amigo da Vida Maior, escreveu em seu mais recente livro:  "O Transe Mediúnico".
      "É inegavel que, do ponto de vista intelectual, os espíritos prefiram como médiuns aqueles que lhes possam atender às expectativas para o que pretendem transmitir. Porém, entre um instumento intelectualmente bem equipado, mas destituido de coração e outro com nítidas limitações intelectuais, todavia rico de sentimentos, escolhem o segundo. 
       O Cristo veio ao mundo para edificar o Reino Divino a partir do coração das criaturas e não propriamente de seu cérebro.
       É preferível um médium que ama a outro que apenas conhece.
       A rigor, para seguir a Jesus Cristo, ninguém carece de se filiar a qualquer crença formal, ou ser médium basta-lhe, que vivenciem o amor que ele nos ensinou.
       Amai a Deus sobre todas as coisas, e ao próximo como a nós mesmo, sendo generosos e caridosos sem ostentação, isto é fazei o bem com humildade.

Dr. Inácio Ferreira trechos dos Livros "Saúde Mental À Luz do Evangelho" e "O Pensamento Vivo do Dr. Inácio"

domingo, 24 de junho de 2012

SIGAMOS ADIANTE

"Adimirou-se da incredilidade deles.
Contudo percorria as aldeias circunvizi-
nhas, a ensinar." - Marcos, cap.6 - v.6


      Jesus se admira da incredulidade que encontrou em Nazaré, onde se instalara na companhia de sua família, logo que retornaram do exílio no Egito.
      O Evangelista narra que "não pôde fazer ali nenhum milagre, senão curar uns poucos enfermos, impondo-lhes as mãos."
      Vejamos como a receptividade é importante para que possamos colher as bênçãos do Alto.
       Mesmo Jesus pouco pôde fazer em favor daqueles que, em matéria de fé, quase nada lhe ofereciam.
       Não nos aborreçamos, pois, quando as nossas expectativas espirituais se fustrem junto àqueles de nossa casa ou de nossos círculos afetivos mais próximos.
       Não logrando o êxito esperado em Nazaré, Jesus foi percorrer as aldeias vizinhas...
       O Mestre, ao iniciar a pregação da Boa Nova, não deixou de ser fiel á cidade que o acolhera como filho. Mais tarde, ninguém poderia acusá-lo de ingratidão para com suas origens.
       Os que amamos nem sempre estarão aptos a comprender as nossas opções de crença, com abraçarem conosco os novos ideais que elegemos para a vida.
       Não deixemos de amá-los por conta daquilo que, em nós, ainda não consigam amar e aceitar de imediato, mas, por outro lado, não nos detenhamos na caminhada a esperar, indefinidamente, que eles se disponham a nos acompanhar.
       Ante a sua impossibilidade momentânea, sigamos adiante com Jesus.

       Dr. Inácio Ferreira do Livro "Saúde Mental À Luz do Evangelho"

terça-feira, 19 de junho de 2012

O ESPÍRITA VERDADEIRO

      O espírita verdadeiro, identificado que seja com o Evangelho, é gente muito boa.
      É gente humilde, simples, incapaz de magoar a quem quer que seja.
      É gente que não derruba a quem, com dificuldade, esteja procurando se firmar de pé, nem se nega a estender a mão a quem lute para se levantar da queda.
      É gente que não abre a boca para proferir o menor comentário desairoso sobre os outros, consciente que se encontra de suas imperfeições.
      É gente que não faz insinuações maledicentes, não agride, não acusa, não faz campanhas difamatórias contra ninguém.
      É gente diuturnamente preocupada com o bem que possa fazer aos semelhantes, não desperdiçando o tesouro do tempo com o que não lhe mereça a aprovação da consciência.
      O espírita sincero é gente que fica triste quando não consegue adequar as próprias atitudes ao brilho de seu discurso.
      É gente que sabe que não basta saber, porque amar, sim, é imprescindível!
      É gente que não disputa o poder, que não ambiciona ganho pessoal abusivo, que não busca vencer à custa do fracasso de quem elege por rival de suas aspirações.
      É gente que não se mancomuna com o mal e que, por mais proveitosa, rejeita toda aliança com as Trevas.
      É gente que costura para os pobres, que faz sopa, que providencia remédio para os doentes... É gente que dá passes - é gente que ora! É genteque ainda acredita no poder do copinho de água magnetizada... É gente que escreve o nome de alguém no caderno de vibrações do centro espírita, rogando a intercessão do alto em favor desse alguém!
      É gente alegre, dessa alegria boa que contagia o coração de todos, e que os leva a sorrir, mesmo quando queiram permanecer de cara trancada.
      É gente espontânea, que , a procura do essencial, não se perde nos detalhes.
      O espírita que tenta fazer jus à sua condição de discípulo da verdade, é gente da qual todos, sentem tanta falta - quando desencarna ou quando, simplesmente, se vai de nossa presença, privando-nos de sua luz e de sua bondade.
      É gente que nos dá segurança, que nos alimenta a fé, que nos incentiva a sermos melhores do que somos...
      É gente que nos olha com ternura e, sem uma única palavra, embora se esforçando para aparentar pequenez, nos faz perceber de quanto precisamos ainda crescer para sermos qual ele ou ela é.

                                                                 
                                                                 * * *

      Eu tive a felicidade de conhecer alguns espíritas assim, desses que me parecem cada vez mais raros entre nós, mas que - graças a Deus! - ainda existem!
      São difíceis de encontrar, porque não aparecem nos jornais, não se mostram na televisão, não disputam cargos de liderança - até na maneira de se trajar são anônimos! Chamam-se simplesmente José ou Maria, Aparecida ou Joaquim, Teresa ou Chico...
      Ah!, por falar em Chico, eu conheci um que era uma "estrela", mas passou a vida inteira repetindo que era um "cisco"...
      Você o conheceu? Não! Que pena! Até aqui, onde estou agora, eu tenho saudades dele!...
      O Espiritismo, na Terra, sem ele, ficou pobre!

Dr. Inácio Ferreira do Livro "O Pensamento Vivo do Dr. Inácio"

domingo, 17 de junho de 2012

FLAGANTE ESPIRITUAL

"... e perguntou-lhe:  Amigo, como en-
traste aqui sem veste nupcial? E ele emu-
deceu." - (Mateus, cap. 22 - v.12)

      Na Parábola das Bodas, Jesus narra o constrangimento pelo qual passou um homem que não se encontrava trajado a rigor para a festividade. Por não estar vestido com a roupa nupcial, o rei ordena aos seus serventes: "Amarrai-o de pés e de mãos e lançai-o para fora, nas trevas; ali haverá choro e ranger de dentes."
      Como terá aquele desconhecido enganado a vigilância dos servos do rei e conseguido acesso ao recinto onde as bodas de seu filho estavam sendo realizadas?
      O episódio nos leva a pensar que, pelo que aparentamos ou pelo esmero com que nos disfarçamos, podemos passar, durante algum tempo, sem que sejamos percebidos pelo que realmente somos.
      Podemos, mesmo, chegar a ir muito longe, em nossa tentativa de burlar o julgamento de quantos permanecem à espreita de nossos menores movimento.
      Aquele homem ludibriaria sentinelas atentas, mas não escapara à perspicácia do rei que, percebendo a desonesta manobra, lhe perguntou pelas credenciais que ele não possuía - não estava trajado a caráter para cerimônia de tal envergadura!
      Muitos de nós poderemos, sim, pela nossa capacidade de camuflagem ou mimetismo espiritual, lograr acesso aos sagrados territórios do espírito, como se ali estivéssemos por méritos que, em verdade, não possuímos.
      Notemos, porém, que, antes que as bodas do filho do rei começassem a ser celebradas, inspecionando, meticulosamente, a todos os que estavam à mesa, sem dificuldade alguma, ele flagou o penetra e ordenou que dali fosse retirado.
      Não houve sequer oportunidade  para que ele tentasse se justificaratravés de palavras bem urdidas, tão comuns aos teóricos das letras do Evangelho.
      Porque, surpreendido em seu propósito infeliz, ele simplesmente emudeceu.
      Assim acontecerá com todos aqueles que, por suas obras e tão-somente por elas, não se fizerem portadores da senha de luz que lhes garantirá participar das alegrias e bem-aventuranças na Vida além da morte.

Dr. Inácio Ferreira do Livro "O Jugo Leve"